quarta-feira, 16 de maio de 2012

Camu-Camu

Nome Popular: camu-camu, caçari, açará-d’água .
Nome Científico: Myrciaria dubia HBK Mc Vaugh
Família Botânica: Myrtaceae

O camu-camu é um arbusto ou pequena árvore, pertencente à família Myrataceae, disperso em quase toda a Amazônia, encontrado no estado silvestre nas margens dos rios e lagos, geralmente de água preta.
A planta frutifica nos meses de novembro a março, período da colheita, quando as frutas estão maduras, apresentando a coloração vermelho-escura. Pelo seu elevado teor de Vitamina C, existe um costume na região de tomar o suco da fruta para prevenir gripes e resfriados.
Processada a fruta, obtém-se a polpa utilizada na fabricação de sucos naturais, sorvetes, doces, geléias e licores.

Cambuci

Nome científico: Campomanesia phaea (sinonímia: Abbevillea phaea, Paivaea langsdorffii).
No passado, o cambucizeiro era encontrado com freqüência nos estados de São Paulo e Minas Gerais e hoje, pela extinção das matas, está se tornando cada vez mais difícil de se ver essa planta. Na cidade de São Paulo, existe um bairro muito conhecido com esse nome, porque era muito comum naquela área.
O cambucizeiro é uma árvore perene, porte médio de 3 a 5 metros de altura e o tronco sofre descamamento periódico, como ocorre com a maioria das plantas da mesma família botânica.
As suas folhas são simples, verdes, bordas lisas e com forma alongada de 7 a 10 centímetros de comprimento por 3 a 4 centímetros de largura.
As flores de cor branca, grandes, são formadas isoladamente na região de inserção das folhas nos ramos. Os frutos arredondados, achatados nas extremidades e na região central, contém um anel saliente. Esse formato lembra um disco voador. Tanto verdes quanto maduros, eles são de cor verde.
Os maduros apresentam polpa carnosa, mole, perfumada, doce e ácida. Cada fruto contém muitas sementes pequenas, brancas e achatadas. As condições favoráveis ao seu desenvolvimento são: temperatura amena a não muito quentee solos não sujeitos à inundação. A propagação é feita por sementes.
A planta floresce no período de agosto a novembro e a maturação dos frutos de janeiro a fevereiro. Como é uma planta nativa e pouco freqüente, os frutos não são encontrados no comércio. Não se encontrou nenhum dado sobre a produtividade.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Calamondin

 Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Calabura

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida Dicotiledónea
Ordem: Malvales
Família: Muntingiaceae
Nativas do sul do México, do Caribe, América Central, Ocidental e América do Sul, sul de PeruBolívia.
É conhecida pelos nomes Pau-seda, Cereja Jamaicana, Panamá bagas, Singapura cereja, Strawberry árvore.Na Espanha: bolaina yamanaza, cacaniqua, capulín blanco, nigua, niguito, memizo ou memiso.

Calabaça

Nome Científico: Crescentia Cujete
Nome Popular: cuité, coité, cabaceira, cuieira
Família: Bignoniáceas
Origem: América Tropical e Antilhas
Ciclo de Vida: Perene.
Árvore perene de porte médio de até 12 metros de altura com ramos longos, pendentes e cobertos por folhas em toda a sua extensão. As folhas são simples, inteiras, alongadas, de diversos tamanhos, cor verde-escura e brilhante.
Não forma uma copa frondosa. As flores são relativamente grandes, hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), formadas ao longo do tronco e ramos de cor branco-amarelada. Os frutos são ovóides ou arredondados, cor verde-clara, com 15 a 30 centímetros de diâmetro.
As cascas dos frutos tornam-se marrom-negros quando maduros e bem duros. A polpa é amarelada e contém muitas sementes. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura quente a amena, não tolera regiões frias sujeitas a geada.
A propagação é feita principalmente por sementes e pode ser feita também por enraizamento de estacas. A planta tem um lento crescimento, mas após alguns anos produz vários frutos grandes arredondados que despertam curiosidades.
A planta é adequada para plantio em parques e jardins, pelo exotismo de seus frutos gigantes, semelhantes à melancia, no tronco e nos ramos. As sementes podem ser consumidas, se cozidas ou torradas.
A polpa pode ser usada no preparo de xarope. Os frutos, depois da retirada da polpa e secos, podem ser usados como recipientes domésticos, chocalhos, cuias, pratos e colheres rústicos

Caju

Nome popular: cajueiro
Nome científico: Anacardium orcidentale 1.

Família botânica: Anacardiaceae
Origem: Brasil - Nas regiões costeiras do Norte e Nordeste.
Árvore que pode atingir até 10 m de altura, apresenta copa proporcional ao seu tamanho, arredondada chegando a alcançar o solo. Tronco geralmente tortuoso e ramificado. Folhas róseas quando jovens, verdes posteriormente. Flores pequenas, branco-rosadas, perfumadas, surgindo de junho a novembro. O fruto pequeno de coloração escura e consistência dura é sustentado por uma haste carnosa e suculenta bem desenvolvida, de coloração amarela, alaranjada ou vermelha.
Da haste obtém-se matéria- prima para o fabrico de sucos, doces, etc.
O verdadeiro fruto é a conhecida castanha-de-caju que pode atingir até 2 cm de comprimento.
Os frutos amadurecem de setembro a janeiro.

Cajá


Nome Popular: cajá, taperebá, cajá-mirim.
Nome Científico: Spondias mombin L.
Família Botânica: Anacardiaceae
Origem: África.
Frutificação: durante o ano todo.

Características Gerais

Árvore maravilhosa, que ultrapassa os 20 metros de altura, com folhas de até 30 centímetros de comprimento. Suas flores são esbranquiçadas, ocorrendo normalmente à autopolinização.
O fruto alcança até 6 centímetros de comprimento, casca fina e lisa, amarela quando madura. A polpa é mole e com sabor agridoce, pode ser utilizada como doces, sorvetes, em reflorestamentos, entre outros.
Observe pela foto, a beleza da planta, que pode e deve ser utilizada em programas de reflorestamento e Paisagismo.
A planta da foto tem 20 anos, na coleção da FCAV/UNESP.
O cultivo é feito em todo o Brasil em pequenas áreas, desde os tempos coloniais.
Essa espécie encontra-se dispersa nas regiões tropicais da América, África e Ásia, sendo no Brasil encontrada principalmente nas regiões Norte e Nordeste (Sacramento &Souza, 2000).
Fruto, assim como a ceriguela, pertencente à família Anacardiaceae, o cajá é também chamado cajá-mirim ou taperebá no Brasil; prunier mombin na Guiana Francesa; ciruela de monte e jocote na Guatemala; ciruela amarilla no México e Equador; jobo na América Central; hogplum ou yellow mombin na América do Norte.
Uma grande inconveniente dessa espécie é a altura da planta, que pode atingir 30 m. Os frutos possuem uma coloração amarelo-brilhante, contendo uma pequena camada polpa ao redor de caroço volumoso.
Os frutos da cajazeira possuem excelente sabor e aroma, além de rendimentos acima de 60% em polpa, e por isso são amplamente utilizados na confecção de suco, néctares, sorvetes, geléias, vinhos, licores.
Devido a sua acidez, normalmente, não é consumido ao natural. Na região Sul da Bahia, a polpa de cajá é a que possui maior demanda entre as polpas de frutas comercializadas, entretanto, a sua industrialização é totalmente dependentes das variações das safras, considerando a forma de exploração extrativa da cajazeira e a grande perda de frutos devido a problemas de colheita e de transporte.
Desse modo, apesar da polpa do cajá despertar interesse em outras regiões do país, a atual produção industrializada não é suficiente para atender nem o mercado consumidor do Norte e Nordeste.
Na medicina popular e industria farmacêutica é crescente a utilização da cajazeira. Pio Corrêa (1926) relata que a casca da cajazeira é aromática, adstringente e emética, constituindo um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, gozando da reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo esta última propriedade também atribuída à raiz. As folhas são alimentos prediletos do bicho da seda e utilizadas interna e externamente, conforme os casos; são também úteis contra febres biliosas, constipações do ventre, dores do estomago, complicações consecutivas ao parto e certas e certas enfermidades dos olhos e da laringe, posto que para estas ultimas seja mais recomendável o decocto das flores.
Nos últimos anos, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas (Ajao et al., 1984). A cajazeira é utilizada também para extração de madeira, a qual é amarelada, quase branca, mole, leve, de qualidade inferior, sendo muito susceptível ao ataque de insetos e por isso é muito usada para caixões e, mais raramente, para construções internas (Hueck, 1972).
Atualmente, a polpa congelada de cajá é uma das mais apreciadas em nível nacional, e a demanda a cada dia aumente apesar da inexistência de plantios comerciais.

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