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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Achachairu

O fruto é uma drupa com caca grossa, polpa branca e com cerca de 5 cm, com ponta na base, de cor amarela. A planta éperenifólia, tem látex, mede até 15 m de altura e tem folhas simples, verdes, coriaceás e glabras. As flores são masculinas ou completas, em fascículos axilares. Originada na Bolívia em clima subtropical. Consumida ao natural.

Abricó

Nome científico: Mammea americana L.
Família: Gutiferae
Origem e dispersão: Nativa das Índias Ocidentais até parte da América do Sul. Está distribuída no México e em alguns outros países da América Central.
Clima e solo: É uma planta tropical, de baixa a média altitude.
Propagação: Pode ser propagada por semente ou enxertia.

Utilização

 Os frutos podem ser colhidos na planta e amadurecidos após colhidos, desde que bem desenvolvidos. Podem ser consumidos ao natural, em compota ou para fazer licor; é medicinal.

Physalis

Pequena e delicada, também conhecida como saco de bode , esta fruta possui vitamina A, vitamina C, ferro e fósforo. Possui sabor adocicado, podendo ser utilizada em sucos, geléias, sorvetes, etc... Em 100g da fruta tem-se 49 Kcal.

Maná

Rica em cálcio e fósforo, vitamina B3, pode ser utilizada em doces, doces cristalizados, geléias, sorvete, etc... As frutas menores são mais saborosas para sucos e seu valor calórico é de 41 kcal em 100 gramas.

Mixirica

Fontes das vtaminas A, B e C, à mixirica ainda possui cálcio, potássio, sódio, fósforo e ferro. Além dos benefícios da vitamina C no desenvolvimento dos dentes e ossos, esta vitamina associada a alimentos que contenham ferro, auxilia a absorção desta pelo organismo.

Tucumã

Tipo de fruta da região amazônica, encontrada em grandes cachos, protegidos por espinhos.
Tem forma arredondada, casca firme que só pode ser retirada com o uso de faca, polpa de cor alaranjada, bastante dura e muito fina, com o caroço desproporcionalmente grande.
100 gramas de polpa equivalem a 52.000 unidades de vitamina A ou a dez frutas cítricas, vitamina C, fornecendo 247 calorias.

Siriguela

É eficaz contra anemia, inapetência e a diminuição dos glóbulos brancos.
A árvore da siriguela é de porte médio (3 a 5m), contendo bastante galhos onde são desenvolvidas os frutos em forma de caixos. Sua frutificação se dá nos meses de outubro e novembro, sendo colhida entre os meses de dezembro e janeiro. Seu fruto é de cor verde, passando a amarelo quando maduro. A região Sul do Ceará é hoje o maior produtor da fruta.
De sabor original e muito cremosa, a polpa de siriguela Doce Mel mantém as propriedades nutricionais da fruta que é rica em Carboidratos, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B, C.

Pitomba

Fruto pequeno, arredondado, facilmente encontrado em Pernambuco e na Paraíba, de janeiro a abril. é uma fruta rica em vitamina C e não é usada em preparações culinárias.
Se fosse um índio falando, melhor seria correr pra não levar um tapão na orelha (pois significa sopapo em tupi) , mas a nossa Pitomba é uma frutinha que é a cara do Nordeste. Encontrada desde os estados do Norte, é nas bandas nordestinas que ela é mais comum. As Pitombeiras dão frutos de janeiro à abril, mas por essas bandas daqui da Paraíba, elas estão carregadinhas ainda nesse mês de maio. A Pitomba é dessas frutas diferentes, da mesma família da jabuticaba, com a aparência da lichia, mas não chega a ser tão suculenta. Desde a primeira vez que provei, fiquei com a impressão de estar chupando uma bala com caroço. Engraçado, mas foi o que pensei, pois você pode comer cachos e cachos que seu estômago continua pequeno, se é que dá pra me entender. Você quebra a casquinha levemente dura com os dentes, e tira de dentro uma grande semente envolta por uma carne esbranquiçada. Essa carne você chupa até desaparecer. Com muita vitamina C, no começo é bem doce e no final mais ácida, sobrando apenas o grande caroço. A Pitomba não serve para fazer doces, mas tem outras utilidades. A bioquímica Maria Ligia Macedo extraiu uma proteína da pitomba, a lectina, que promete ser eficaz contra pragas de fungos e carunchos em plantações de cana-de-açúcar e café e em grãos de feijão e soja estocados. E aquele baita caroção, segundo a medicina natural, serve para tratar diarréias graves. Não esquecendo que essa árvore linda te proporciona uma sombra fresca e agradável para os dias de calor.

Pequi

O pequi é muito apreciado nas regiões onde ocorre: o arroz, o frango e o feijão cozidos com pequi são pratos fortes da culinária regional; o licor de pequi tem fama nacional; e há, também, uma boa variedade de receitas de doces aromatizados com seu sabor (www.bibvirt.futuro.ups.br). Como medicinal o óleo da polpa tem efeito tonificante, sendo usado contra bronquites, gripes e resfriados e no controle de tumores. É comum o óleo ser misturado ao mel de abelha ou banha de capivara, em partes iguais, e a mistura resultante ser usada como expectorante. O chá das folhas é tido como regulador do fluxo menstrual. Na indústria cosmética, fabricam-se cremes para a pele tendo o piqui como componente. O potencial forrageiro foi evidenciado quando fragmentos de folha foram encontrados em fístula esofágica de bovino (Macedo et al., 1978 apud Almeida et al., 1998). Os frutos também são ingeridos pelos bovinos, mas em função do endocarpo espinhoso, podem ocorrer acidentes. As flores são importantes para alimentação de animais silvestres como: paca, veado-campeiro e mateiro, e as árvores floridas são utilizadas como pontos de espera da caça. Da casca e das folhas extraem-se corantes amarelos de ótima qualidade, empregados pelos tecelões em tinturaria caseira (Silva Filho, 1992 apud Almeida et al., 1998). A madeira é própria para xilografia, construção civil e naval, construção de esteios de curral, mourões e dormentes. Também é usada na fabricação de móveis, além de ser fonte de carvão para siderurgias. A planta é melífera e ornamental.
    Cada planta adulta poderá produzir, em média, até dois mil frutos por safra. O preço do litro de caroços de pequi, com aproximadamente 17 unidades, tem sido comercializado no varejo, em feiras livres e Ceasa-DF, ao preço que varia entre R$1,50 a R$3,00. A frutificação ocorre normalmente aos cinco anos após o plantio.

Nêspera

Estes frutos têm um sabor bastante agradável. Contêm no seu interior cinco caroços e no estado
silvestre são praticamente incomestíveís. Quando, porém, são submetidos a temperaturas baixas ou permanecem durante várias semanas conservados em palha, tomam uma consistência pastosa e adquirem o cheiro característico da fruta e um sabor entre doce e ácido.
Por causa do seu elevado conteúdo de pectina não se pode obter o suco de modo que interesse.
A nespereira pode melhorar-se como árvore frutífera mediante enxertos em pereiras, macieira (Pirus), marmeleiro (Cydonia) ou espinheiro branco (Craiaegus). As variedades cultivadas são as de fruto grande e conforme a forma chamam-se nêspera-pera ou nêspera-maçã.

Regulador das Funções Intestinais

As propriedades dietéticas das nêsperas já de há muito tempo que são utilizadas. Atuam como diuréticos e exercem nos catarros intestinais ação enérgica antiinflamatória, donde provém a sua influência reguladora intestinal.
Estas ações são devidas às subs-tâncias que entram na sua composição, que ainda não são completamente conhecidas.
A polpa da nêspera contém 0,35 % de proteínas; nada de gorduras; 11,5% de hidrocarbonatos (dos quais 9,5 são açúcares); 75 % de água; 13,2 % de celulose; 56 calorias; 0,44 % de cinzas. Também contém pectina e tanino; ácidos cítrico, málico, tartárico e uma pequena quantidade de ácido bórico. As sementes contêm 2,5 % de óleos gordurosos.
0 conteúdo em tanino e pectina justifica o seu efeito antidiarréico e regulador do intestino, assim como a sua ação adstringente e tonificadora da mucosa intestinal.
Recomenda-se o seguinte processo para uma cura com esta fruta, nos casos indicados: 1.000 g de nêsperas, 800 g de açúcar e 500 g de água tudo a cozer, durante 45 minutos, conservando-se depois em lugar fresco. Tomar durante várias semanas em jejum 20 cm3 deste xarope.

Murici

Fruto carnoso de sabor forte, o murici é agridoce e oleoso. Consumido in natura e usado na fabricação de doces, sucos, sorvetes e licores, é encontrado em 11 estados brasileiros, entre eles São Paulo.
O murici pertence à família Malpighiaceae, a mesma da acerola. Possui várias espécies e, por isso, pode ser encontrada em cores diferentes, dependendo do local da sua ocorrência. A estimativa é que o gênero Byrsonima possua mais de 200 espécies, sendo que 100 delas estão amplamente distribuídas no País. A maioria é encontrada na região amazônica, onde, na época de sua frutificação, a mata verde fica pintada pelo amarelo do fruto.
A sua árvore pode chegar a até seis metros de altura. Seu tronco é tortuoso e pode apresentar nós. As folhas são simples e rígidas, chegam a 24 centímetros de comprimento e 18 centímetros de largura. A sua madeira é usada na construção civil e a sua casca para o uso medicinal, com a fabricação de antitérmicos. A casca contém de 15 a 20% de tanino, sendo adstringente e podendo ser utilizada na indústria de curtume. A fruta também é conhecida por douradinha-falsa, mirici, muricizinho, orelha-de-burro e orelha-de-veado (os dois últimos nomes são dados por causa do formato das folhas).

Marmelo

Fruto Globoso com casca lisa, negra quando maduro. Polpa comestível de coloração negra que envolve numerosas sementes. Frutifica durante o ano inteiro e mais frequentemente de setembro a novembro.

Cultivo

Espécie silvestre, crescendo de forma espontânea.
A marmelada-nativa é fruta silvestre muito freqüente tanto na região amazônica como nas regiões de cerrado do Brasil. Na Amazônia, onde é também conhecida como puruí, ocorre nas capoeiras e nas áreas campestres.
Trata-se de espécie arbórea de pequeno porte, cujo fruto, do tamanho de uma romã, quando maduro tem a casca e a polpa de coloração negra. De sabor adocicado, a marmelada-nativa pode ser consumida in natura ou utilizada no preparo de doces e, especialmente, de geléia. Com as sementes torradas e moídas - cada fruto guarda de 10 a 30 sementes - as populações regionais de parcos recursos preparam uma bebida que substitui o café.
Marmelada, marmeladinha, marmelada-nativa, marmelada-do-campo, marmelada-macho, mar-melada-de-cachorro ou marmelada-de-bezerro: ao contrário do que pode parecer, esta planta não tem qualquer semelhança botânica com aquela que produz o marmelo. Dizem, apenas, que o sabor das várias marmeladas nativas do Brasil lembra o sabor do gostoso doce de marmelo ou marmelada.
De acordo com Eurico Teixeira, o padre Aires de Casal, tratando das árvores fruteiras de Goiás, já fazia referência às várias marmeleiras que ali conhecera. Em seus escritos destaca uma delas, cujos frutos tinham o tamanho e a forma de laranjas, sendo, porem, ' enegrados" quando maduros. Segundo ele, a polpa daquelas frutas teria um sabor "agridoce e desenfastiante", lembrando a marmelada e que, por esse motivo, elas eram conhecidas pelo mesmo nome.
Essa descrição coincide com a da marmelada-nativa do cerrado que, ao que parece, já era conhecida e utilizada desde o tempo dos primeiros viajantes que desvendaram esta terra.

Maracujá

É chamado popularmante de, maracujá-mirim; maracujá-suspiro; maracujá-mamão; flor-da-paixão.
Seu nome científico é, Passiflora sp . Pertence a família botânica, Passifloraceae Passiflora maliformis L. Com origem nas regiões Tropicais.
A planta do maracujá é uma, trepadeira vigorosa de caule frequentemente sulcado. As folhas em algumas espécies são arredondadas e em outras são profundamente partidas, com bordos serrados. Flores grandes, vistosas, de coloração que pode variar de branco-esverdeada, alaranjada, vermelho ou arroxeada, de acordo com a espécie. Floresce de dezembro a abril.
O Brasil é hoje, hoje em dia, um grande produtor e exportador da fruta, destacando-se o Estado do Pará, com mais de um terço da produção nacional. Em seguida, vem a região Nordeste, onde os Estados da Bahia, de Sergipe e do Ceará, juntos, alcançam também quase um terço da produção total e, depois, a região Sudeste, com um quarto da produção, onde o Estado de São Paulo é o líder.
Como é um calmante natural e refrescante, a polpa de maracujá é ideal para os momentos de tensão. Rica em potássio, ferro, fósforo, cálcio caboidrato e vitaminas A, B2 e C.

Damasco

O damasco (Armeniaca vulgaris) contém apenas uma pequena quantidade de proteínas que não chegam a 0, 8 %, 0,1 % de gorduras e 10- 12 % de hidratos de carbono.
É um alimento energético de pouco valor. No estado seco, uma vez que o elevado conteúdo de água dos frutos frescos baixou de 86 para 23 por cento, o seu valor energético fica consideravelmente aumentado, acontecendo o mesmo com as proteínas que sobem cinco por cento do peso, as gorduras sobem para 0,4% e os hidratos de carbono para 67 %.
Os frutos frescos produzem 50 calorias por cada 100 g, ao passo que os secos chegam até 300 calorias. A sua composição tem uma percentagem relativamente elevada em ferro e cobre, pelo que os damascos fazem parte dos regimes indicados nas anemias de qualquer tipo.

Efeitos das Deficiências de Vitamina A

A mais interessante de todas as suas características é o seu elevado conteúdo de vitamina A, realmente extraordinário, pois dá 500-3.000 U.l. por cento nos frutos frescos e chega até 7430 nos secos. Os frutos secos cozidos reduzem este número a 2.000 U. I., ao passo que os açucarados e de conserva só têm 1.350.
No que diz respeito às outras vitaminas, os damascos contêm a respeitável quantidade de dez gramas de vitamina B1, 160 gramas da B2, 12 mg da C e 33 mg de ácido ni-cotínico, em cada 100 gramas de damasco seco.
0 seu excepcional conteúdo de vitamina A faz dos damascos um regime alimentar de escolha nos casos de deficiências desta vitamina, assim como nas alterações da pele e das mucosas, infecções cutâneas, na cegueira noturna e nos períodos de gestação e da lactância, e ainda na convalescença de doenças graves, especialmente as de origem infecciosa, assim como nos processos de cura lenta, inapetência, fraqueza, anomalias do crescimento, doenças glandulares, processos patológicos das células hepáticas e do seu funcionamento e, finalmente, nas alterações da menstruação e na debilidade dos órgãos femininos.
A melhor forma de utilização é com os frutos secos amolecidos com o suco, frios ou quentes, mas nunca cozidos, tomados no princípio da refeição.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Calamondin

 Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Cajá


Nome Popular: cajá, taperebá, cajá-mirim.
Nome Científico: Spondias mombin L.
Família Botânica: Anacardiaceae
Origem: África.
Frutificação: durante o ano todo.

Características Gerais

Árvore maravilhosa, que ultrapassa os 20 metros de altura, com folhas de até 30 centímetros de comprimento. Suas flores são esbranquiçadas, ocorrendo normalmente à autopolinização.
O fruto alcança até 6 centímetros de comprimento, casca fina e lisa, amarela quando madura. A polpa é mole e com sabor agridoce, pode ser utilizada como doces, sorvetes, em reflorestamentos, entre outros.
Observe pela foto, a beleza da planta, que pode e deve ser utilizada em programas de reflorestamento e Paisagismo.
A planta da foto tem 20 anos, na coleção da FCAV/UNESP.
O cultivo é feito em todo o Brasil em pequenas áreas, desde os tempos coloniais.
Essa espécie encontra-se dispersa nas regiões tropicais da América, África e Ásia, sendo no Brasil encontrada principalmente nas regiões Norte e Nordeste (Sacramento &Souza, 2000).
Fruto, assim como a ceriguela, pertencente à família Anacardiaceae, o cajá é também chamado cajá-mirim ou taperebá no Brasil; prunier mombin na Guiana Francesa; ciruela de monte e jocote na Guatemala; ciruela amarilla no México e Equador; jobo na América Central; hogplum ou yellow mombin na América do Norte.
Uma grande inconveniente dessa espécie é a altura da planta, que pode atingir 30 m. Os frutos possuem uma coloração amarelo-brilhante, contendo uma pequena camada polpa ao redor de caroço volumoso.
Os frutos da cajazeira possuem excelente sabor e aroma, além de rendimentos acima de 60% em polpa, e por isso são amplamente utilizados na confecção de suco, néctares, sorvetes, geléias, vinhos, licores.
Devido a sua acidez, normalmente, não é consumido ao natural. Na região Sul da Bahia, a polpa de cajá é a que possui maior demanda entre as polpas de frutas comercializadas, entretanto, a sua industrialização é totalmente dependentes das variações das safras, considerando a forma de exploração extrativa da cajazeira e a grande perda de frutos devido a problemas de colheita e de transporte.
Desse modo, apesar da polpa do cajá despertar interesse em outras regiões do país, a atual produção industrializada não é suficiente para atender nem o mercado consumidor do Norte e Nordeste.
Na medicina popular e industria farmacêutica é crescente a utilização da cajazeira. Pio Corrêa (1926) relata que a casca da cajazeira é aromática, adstringente e emética, constituindo um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, gozando da reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo esta última propriedade também atribuída à raiz. As folhas são alimentos prediletos do bicho da seda e utilizadas interna e externamente, conforme os casos; são também úteis contra febres biliosas, constipações do ventre, dores do estomago, complicações consecutivas ao parto e certas e certas enfermidades dos olhos e da laringe, posto que para estas ultimas seja mais recomendável o decocto das flores.
Nos últimos anos, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas (Ajao et al., 1984). A cajazeira é utilizada também para extração de madeira, a qual é amarelada, quase branca, mole, leve, de qualidade inferior, sendo muito susceptível ao ataque de insetos e por isso é muito usada para caixões e, mais raramente, para construções internas (Hueck, 1972).
Atualmente, a polpa congelada de cajá é uma das mais apreciadas em nível nacional, e a demanda a cada dia aumente apesar da inexistência de plantios comerciais.

Cabeludinha

Nome Científico: Eugenia tomentosa.
Árvore com cerca de 8 m de altura. Ramos eretos, glabros, escuros e flexíveis. Partes jovens da planta recobertas por pêlos brancos. Folhas opostas, na cor verde-escura, pecíolos curtos, elípticas e agudas nas duas extremidades com glândulas translúcidas na folha, num único ou poucos planos de inserção, de 4 a 7 cm de comprimento, nervura da face inferior saliente.
Flores brancas, pequenas e numerosas. Fruto baga, de forma quase globosa, coroado por uma cicatriz de restos da flor, casca grossa, na cor amarelo-canário, pubescente, possui uma ou duas sementes grandes, polpa suculenta e sementes com sabor adstringente.

Butiá

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Género: Butia
Nome Popular: Butiá
Nome Científico: Butia eriospatha (Mart. Ex Drude) Becc.
Família Botânica: Arecaceae
Sinônimo: Cocos eriospatha Mart. Ex Drude, Syagrus eriopatha (Mart. Ex Drude) Glassm.
 
Palmeira nativa da América do Sul, também conhecida por MACUMÁ e que ocorre nas matas e campos das regiões altas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.O nome de butiá-felpudo é devido à espessa lanugem acastanhada na parte externa da espata.
Sua altura varia de 4 a 6 m e seu diâmetro (DAP) de 20 a 40 cm, caracterizando-se pelo estipe revestido de bainhas e pecíolos velhos na região abaixo da coroa de folhas.Suas folhas pinadas, com coloração azul-esverdeada, podem chegar a 2 m de comprimento, com um pecíolo geralmente recoberto, na base, por delicados espinhos.É uma planta monóica. A inflorescência interfoliar, de 1 m de comprimento, é densamente ramificada, possuindo uma espata de até 12 m de comprimento, acanoada e ereta. A floração amarela ocorre de setembro a janeiro. Os frutos, pequenos, globosos e amarelos, amadurecem no verão e são consumidos ao natural ou sua polpa é usada na produção de licor e vinho.
Da semente, pode ser extraído um tipo de azeite comestível. Seu estipe, de boa durabilidade, é usado em construções rústicas e as fibras das folhas, para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados.

Espécies
O termo butiá é a designação comum às palmeiras do gênero Butia, com nove espécies conhecidas, nativas da América do Sul. Possuem em geral estipe médio, com cicatriz de pecíolos antigos, longas folhas penatífidas us. em obras trançadas, e pequenas drupas comestíveis, com semente oleaginosa.
O termo butiá pode remeter ainda, mais especificamente, à Butia capitata, uma palmeira de até 7 m, nativa do Paraguai, Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul), Argentina e Uruguai, cujo estipe é utilizado no fabrico de papel. De seus frutos, alaranjados, se faz geléia, licor, cachaça e vinagre, e das sementes, comestíveis, se extrai óleo. Também é conhecida pelos nomes de butiá-açu, butiá-azedo, butiá-branco, butiá-da-praia, butiá-de-vinagre, butiá-do-campo, butiá-miúdo, butiá-roxo, butiazeiro, cabeçudo, coqueiro-azedo, guariroba-do-campo e palma-petiza. No estado do Rio Grande do Sul esta palmeira também é conhecida como jerivá.

Buriti

Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regiões brejosas de várias formações vegetais.

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloração amarelada, surgem de dezembro a abril.
Fruto elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amêndoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Brejaúva

45 espécies nas Américas 31 espécies no Brasil maioria na região amazônica suas espécies fornecem a partir de suas folhas, em especial dos folíolos, uma fibra fina e resistente conhecida como "TUCUM".
O tucum é utilizado para a confecção de redes de descansar, de pesca ou ainda para fazer cordas e sacolas.
Nomes populares: Ariri, Ariri-açu, Coco-airi, Iri, Tucum-verdadeiro, Brejaúba e Brejaúva.
Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina e Minas Gerais, na floresta perenifólia costeira e nas áreas abertas.
A madeira da Brejaúva é conhecida como "marfim vegetal" em função da sua dureza e resistência que se assemelha à de um osso.

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