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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Romã

A romãzeira (Punica granatum), pertencente à família das Mirtáceas, é rara na Europa Central, mas cultiva-se em grande quantidade na Europa do Sul e no Norte de África. E uma das espécies cultivadas desde os mais antigos tempos e empregadas em usos domésticos. Nos textos do antigo Egito encontra-se mencionada sob o nome de «schedech-it» uma espécie de limonada que se obtinha da polpa da romã, um pouco ácida e refrescante.
No Pentateuco registra-se com freqüência como os hebreus, durante a sua peregrinação pelo deserto, dirigidos por Moisés, acharam falta das romãs e das uvas do Egito. No templo de Salomão foi usada a romã como motivo decorativo. Também é antigo o uso dietético e terapêutico da romã. Já Hipócrates (460-377 A.C) empregava o suco das romãs como estomacal nos enfermos e febricitantes.
0 cultivo da romã deve ter sido introduzido na Península ibérica pelos árabes, em 711. A cidade de Granada, fundada pelos mouros no século X, tirou o nome precisamente da romã (em espanhol «granada»), que também faz parte do seu brasão de armas.
Esta espécie é um arbusto ou árvore que chega até a oito metros de altura, com os troncos mais velhos fortemente retorcidos e requebrados.
Composição e Propriedades -- A romã fresca tem a seguinte composição, em percentagem: proteínas 0,9; sódio 70 mg; gorduras 4,5; potássio 50 mg; hidratos de carbono 16 g; cálcio 10 mg; vitamina B2, 100 g; água 75 g; magnésio 5 mg; vitamina C, 50 mg; calorias 110; manganês 1,3 mg; vitamina D, 0 U.I. e ferro 0,3 mg.
Ao passo que (como acontece em todos os frutos frescos) o conteúdo em princípios imediatos e em calorias é insignificante, é, pelo contrário, interessante o conteúdo em manganês (1,3% entre os minerais e em vitamina B2, (cem gamas por cento). A romã é um dos alimentos mais ricos em manganês.
0 manganês é um elemento fundamental para a vida e é necessário no organismo humano para a formação de diversos fermentos, pelo que o homem dele necessita de dois a três miligramas por dia.
A romã está indicada para todas as alterações do metabolismo dos fermentos, cujos sintomas ainda não foram descobertos nem compreendidos nos últimos anos. Esta fruta pode situar-se nas dietas juntamente com os alimentos mais ricos em manganês, como são a aveia, a cevada, o centeio, o arroz integral, o milho, o soja, as sementes verdes, o feijão, as ervilhas e as lentilhas.
0 seu conteúdo em vitamina B2 (lactoflavina ou riboflavina) é dos mais altos.
Quando a contribuição da vitamina B2, nas pessoas que estão a crescer desce abaixo de 0,6 mg diários, aparecem rapidamente os sintomas carenciais clínicos. É necessário então usar dieta rica nesta vitamina, na qual a romã pode desempenhar um papel importante.
No Sul da Europa, prepara-se com romãs um suco de cor avermelhada, agradavelmente ácido, assim como um xarope refrescante, chamado «granadina».
Emprego Como Adstringente e Tenífugo -- As flores da romãzeira podem ser usadas como infusões contra a diarréia e a leucorréia. A casca do fruto emprega-se como adstringente e antihelmíntico. A indústria obtém da casca uma substância corante, de amarelo-limão e vermelho-pardo, que se emprega para tingir tapetes orientais e outros curtumes (com um conteúdo até 28%) para trabalhar o couro.
0 invólucro da raiz e do tronco ainda hoje é utilizado nas farmacopéias alemã, austríaca e suíça como enérgico tenífugo de ação não só contra os vermes vulgares como também contra o temível Dibothriocephalus latus. Também se usa como adstringente e emenagogo em diversas formas, como pó, cocção e extrato de casca de romã. O extrato de romã entra nas chamadas pílulas índicas contra a disenteria.
A casca da romã contém como substâncias ativas, quatro alcalóides diferentes (derivado da piperidina), especialmente 0,4-1,0 % de peletierina, veneno espasmódico, que depois de se comportar como agente espasmódico, dá lugar a uma paralisia central generalizada. Os primeiros sintomas de uma intoxicação são dados por alterações visuais, vertigens e vômitos. A casca da romã contém considerável quantidade (20 a 28%) de glucósidos adstringentes, que com facilidade produzem prisão de ventre; também contém resinas, amido, ácido málico, oxalatos, um corante amarelo e de 3 a 20 por cento de minerais.
A casca da raiz, do tronco e dos ramos é muito ativa contra as tênias intestinais. Uma velha receita recomenda a preparação deste remédio, da seguinte maneira: 100 g de casca de romã cozida em 500 g de água, até reduzir para 150 g, adicionando-lhe, depois, 15 g de álcool. Este cozimento será administrado, por três vezes, com intervalos de meia hora. Como este remédio não é totalmente inócuo, não deve ser empregado senão por prescrição do médico.

Pitaia

Hortaliça de folhas pontudas, ovais e retorcidas. Seu fruto pode ser comprido ou fusiforme, podendo também variar sua coloração. As variedades mais conhecidas são o verde, o amarelo e o vermelho. Porém existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja.

Pindaíba

O fruto globoso, formado pelo denso agrupamento das sementes de coloração castanha envoltas pela polpa, cujo conjunto assemelha-se a escamas de consistência carnosa e coloração vinácea quando maduro. Frutifica de março a maio.

A Pindaíba é fruta da família das Anonáceas e, portanto, é também parente dos araticuns, da pinha, do biribá, da graviola e da pimenta-de-macaco. Com este mesmo nome - pindaíba, são conhecidos no Brasil tipos bastante diferentes de plantas dessa família botânica.

Além da pindaíba aqui apresentada (Duguetia lanceolata), várias outras plantas brasileiras da mesma família são popularmente denominadas como pindaíbas. No entanto os frutos da pindaíba vermelha, da pindaíbareta, da pindaíba-do-brejo e da pindaíba d´água, por exemplo, não apresentam a forma de "pinhas", lembrando mais o formato dos frutos da pimenta-de-macaco. Ao contrário, esta pindaíba constitui-se em fruto de forma e tamanho semelhantes aos da própria ata, pinha ou fruta-do-conde, a Anona squamosa. Seus frutos, que guardam a aparência externa característica daqueles, no entanto, não se confundem. Também quem já viu a árvore alta e esbelta da pindaíba sabe que trata-se de espécie distinta.

A pindaíba é fruta de aparência rústica, muito bonita e especial: à medida que vai amadurecendo, sua coloração verde adquire matizes de vermelho, até ficar completamente tomada por uma cor de sangue, violácea.

Conta-se que, no interior de São Paulo, os frutos da pindaíba davam água na boca às crianças que esperavam, ansiosamente, a volta dos adultos, pais e parentes, das incursões nos matos de onde os traziam. Isto porque quem já chupou a polpa róseo-avermelhada que envolve suas sementes conta que, muitas vezes, ela é mais saborosa do que a própria pinha comum, embora bem mais fina e pouco volumosa.

Nectarina

É uma espécie de pêssego, lisa (sem pêlos), de caroço livre. É uma planta de clima temperado, produzida no Sul e Sudeste do Brasil, especialmente Rio Grande do Sul e São Paulo. Graças à pesquisa agropecuária passou a ser economicamente viável produzi-la em regiões subtropicais. Chile e Argentina são grandes produtores da fruta. É rica em retinol (vitamina A), niacina (vitamina B3) e potássio e, ainda, em menor quantidade, ácido ascórbico(vitamina C).A vitamina A é indispensável para a proteção da vista, conserva a saúde da pele e auxilia no crescimento.
A Niacina é uma vitamina bastante importante, pois atua juntamente com outras substâncias na digestão, além de estimular o apetite.
E a vitamina C dá resistência aos tecidos e age contra as infecções.
Seu período de safra é de outubro a novembro.
Nectarina é uma fruta resultante do cruzamento do pêssego com ameixa vermelha, fonte razoavelmente rica de beta-caroteno e potássio, as nectarinas fornecem quantidades moderadas de vitamina C. São, ainda, ricas em pectina - uma fibra extremamente solúvel.
Sua polpa é rica em bioflavonóides e carotenóides, pigmentos vegetais antioxidantes que ajudam a proteger contra o câncer e outras doenças, reduzindo os danos causados às células pela queima do oxigênio no organismo. A casca contém fibra insolúvel, que ajuda a prevenir a prisão de ventre.

Morango

Planta que atinge de 5 a 20 cm de altura, de folhas trifoliadas, flores brancas com cinco pétalas.
Dicas de Cultivo: Necessita de sol e pouca umidade e solo rico em matéria orgânica. Se multiplica através de moda vegetativa, pela divisão de estolhos que nascem ao redor da planta-mãe. Possui muitas variedades.
Princípio ativo: Mucilagens, ácidos orgânicos e vitaminas, sais minerais dentre outros.
Propriedades: Depurativa, alcalinizantes, laxante, tonificantes, remineralizantes, emolientes.
Indicações: É indicado nos casos de artritismo, gota, prisão de ventre, estomatites, gengivite, faringite e outras afecções da boca.
Toxicologia: Em algumas pessoas, a ingestão de morangos produz urticária por reação alérgica.

Lichia

A RAINHA DAS FRUTAS
Região de origem: China, província de Cantón.
Foi introduzida no Brasil em 1810.
Descrição Botânica Planta subtropical.
Família: Sapindaceae
Espécie: Litchi chinensis Sonn
Subespécies: Chinensis Phillippenis (não comestíves) Javanensis (pequeno valor comercial) Litchi chinensis chinensis é de interesse econômico.
Clima frio e seco antes do florescimento e quente e úmido no resto do ano.
Temperatura ideal: 28-38ºC
Precipitação:1500mm A produção inicia-se do 3º ao 5º ano, mas somente á partir do 8º atinge a produção máxima.
A produtividade normal da lichieira é de 30 a 45 Kg por planta.
Planta com grande longevidade, e com presença de alternância de produção.
A planta atinge de 10-12 metros de altura, sistema radicular pivotante e superficial; Inflorescência tipo panícula; Folhas alternadas compostas; 3 tipos de flores, que se abrem consecutivamente na mesma panícula: indução floral favorecida por temperaturas baixas e estresse hídrico.
Fruto é uma drupa, podendo ser redondo oval ou cordiforme.
Polpa branca, translúcida, e não aderente ao caroço, e semente marrom brilhante com tamanho de 10-18% do tamanho do fruto.

Jujuba

A jujuba (ziziphus jujuba), planta originária da china, onde tem sido cultivada há mais de 4.000 anos. também conhecida como a data chinesa tsao e, a jujuba é hoje cultivado no norte da áfrica, sul da europa, rússia, oriente médio e partes do sudoeste dos estados unidos. Quando madura, a fruta é vermelha e doce.
Tem um teor de vitamina c muito elevado. as propriedades medicinais da fruta jujuba foram conhecidas e usadas há milênios por diversas culturas, de acordo com a rare fruit califórnia site growers. um uso popular medicinal das frutas jujuba é para um chá para tratar dor de garganta.

Jambo

Nome Científico: Syzygium jambos (L.) Alston (Eugenia jambos).
Família: Mytaceae

O jambeiro-rosa é originário da região Indomalaia, de onde foi introduzido nas regiões tropicais americanas e africanas. No Brasil é encontrado em diversos estados, mas não é cultivado comercialmente.
É uma árvore que alcança até 20 m de altura, possui copa densa com formato cônico, folhas opostas, pecioladas, elípticas, grande e glabras. As flores apresentam 4 pétalas brancas de 1,5 cm de comprimento.
Os estames brancos, em número de 300, ocupam o centro da flor e entre eles destaca-se o pistolo fino de cor verde. O fruto é uma drupa oval, com 3 a 5 cm de diâmetro amarelo-rosa ou róseo-branca ou arroxeada, muito aromático, polpa branca, esponjosa e de sabor suave. No centro há uma cavidade com 1 semente, formada por vários embriões carnosos, que se separam facilmente.

Guaraná

Fruto do guaranazeiro, arbusto trepador, Paullinia cupana var. sorbilis , da família das Sapindáceas. Primitivamente existente na Bacia Amazônica, em torno das localidades de Mauás e Parintins, no Estado do Amazonas. O fato de ser conhecida apenas em cultivo, indica ser esta planta uma das muitas do tesouro etnobotânico dos ameríndios que passaram às mãos dos conquistadores brancos.
As primeiras notícias sobre o guaraná vieram de viajantes que, em séculos passados, percorrendo o interior do Brasil, tomaram conhecimento de uma pasta, endurecida em bastões pelo calor e pela fumaça, que os habitantes da região dissolviam em água para fazer uma bebida. Era um alimento estimulante imprescindível para os nativos daquela região. Estes recorriam ao guaraná sempre que necessitavam de maior energia para executar trabalhos físicos exaustivos. A ação estimulante do guaraná é devida ao seu conteúdo em cafeína.
É indicado na fraqueza geral, esgotamento, depressão nervosa, fastio, prevenindo e curando perturbações gastro-intestinais, como despepsias, flatulências, fermentações anormais, diarréias, gazes e prisão de ventre. Estimula as funções cerebrais, favorecendo a atividade intelectual. Combate a enxaqueca, dá ritmo ao coração e restaura o vigor tanto em jovens quanto em idosos (reparando as forças das pessoas gastas por abusos e prazeres).
Tem ação benéfica sobre o estômago e intestino, e livra o organismo das toxinas e das fermentações. A sua ingestão é tão importante que até a sonolência após as refeições desaparece pois grande é seu efeito sobre o aparelho digestivo.
É considerado um excelente tônico vitalizante.

Groselha

A groselheira é uma planta arbustiva, de até 6 m de altura, os frutos de cor amarelo-esverdeada, de 1,5 a 2,5 cm de diâmetro e com sulcos típicos.
Fruta vermelha de um arbusto da família das rosáceas, que contém ácido cítrico, pectina, matéria corante vermelha, málico, açúcar e outras matérias importantes.
Usada no preparo do xarope de groselha utilizado em várias receitas de doces e bebidas em geral.
É empregada na confeitaria e na indústria de xaropes e bebidas licorosas.

Cereja

A cereja é uma fruta pequena, redonda e comumente vermelha (existem cerejas amarelas e roxas), muito apreciada na Europa.
No Brasil, há apenas plantações experimentais e, comumente, a cereja é vendida somente durante a época de Natal.
A cereja pode ser classificada segundo seu grau de acidez. A doce, de polpa macia e suculenta, é servida ao natural, como sobremesa. A ácida, de polpa bem mais firme, é usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas, como o kirsch, o cherry e o marasquino.
Contém proteínas, cálcio, ferro e vitaminas A, B e C. Quando consumida fresca, tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Como a cereja é muito rica em tanino, podendo provocar problemas estomacais, não é aconselhavel consumir mais de 200 ou 300 g da fruta por dia.
As cerejas disponíveis no mercado são comercializadas em pequenas cestas ou em pacotes fechados, o que dificulta a escolha. Assim, há sempre alguma dificuldade em verificar se estão firmes, brilhantes e se a casca não tem manchas ou fendas.
É conveniente comprar cerejas que ainda tenham o cabinho, pois a falta dele indica que as frutas já foram colhidas há muito tempo. Também é possível comprar cerejas em conserva: cristalizadas, em compota (com ou sem caroço), em calda comum ou calda de marasquino ou em forma de geléia.
Elas não devem ser guardadas por muito tempo. Quando estão bem frescas, podem ser conservadas por uma semana na gaveta da geladeira ou em lugar seco e arejado.

Carissa

Nome científico: Carissa grandiflora A.D.C.Origem e dispersão
A espécie Carissa grandiflora A.D.C. é de origem africana.
Outras duas espécies de origem indiana e africana também recebem o mesmo nome comum, mas são chamadas, também, de Karanda e Carissa do Egito.

Utilização

Estas frutas, da mesma família da mangaba brasileira, também produzem látex e são pouco atrativas para consumo ao natural. A polpa pode ser consumida ao natural, mas exsuda látex; também serve para geléias, sorvetes e sucos, mas seu sabor subácido a doce fraco não é muito agradável, pois, às vezes, também é adstringente. É uma frutífera que pode ser usada como ornamental pela beleza de sua copa compacta de cor verde escura, flores brancas e frutos vermelhos.

Camu-Camu

Nome Popular: camu-camu, caçari, açará-d’água .
Nome Científico: Myrciaria dubia HBK Mc Vaugh
Família Botânica: Myrtaceae

O camu-camu é um arbusto ou pequena árvore, pertencente à família Myrataceae, disperso em quase toda a Amazônia, encontrado no estado silvestre nas margens dos rios e lagos, geralmente de água preta.
A planta frutifica nos meses de novembro a março, período da colheita, quando as frutas estão maduras, apresentando a coloração vermelho-escura. Pelo seu elevado teor de Vitamina C, existe um costume na região de tomar o suco da fruta para prevenir gripes e resfriados.
Processada a fruta, obtém-se a polpa utilizada na fabricação de sucos naturais, sorvetes, doces, geléias e licores.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Calabura

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida Dicotiledónea
Ordem: Malvales
Família: Muntingiaceae
Nativas do sul do México, do Caribe, América Central, Ocidental e América do Sul, sul de PeruBolívia.
É conhecida pelos nomes Pau-seda, Cereja Jamaicana, Panamá bagas, Singapura cereja, Strawberry árvore.Na Espanha: bolaina yamanaza, cacaniqua, capulín blanco, nigua, niguito, memizo ou memiso.

Caju

Nome popular: cajueiro
Nome científico: Anacardium orcidentale 1.

Família botânica: Anacardiaceae
Origem: Brasil - Nas regiões costeiras do Norte e Nordeste.
Árvore que pode atingir até 10 m de altura, apresenta copa proporcional ao seu tamanho, arredondada chegando a alcançar o solo. Tronco geralmente tortuoso e ramificado. Folhas róseas quando jovens, verdes posteriormente. Flores pequenas, branco-rosadas, perfumadas, surgindo de junho a novembro. O fruto pequeno de coloração escura e consistência dura é sustentado por uma haste carnosa e suculenta bem desenvolvida, de coloração amarela, alaranjada ou vermelha.
Da haste obtém-se matéria- prima para o fabrico de sucos, doces, etc.
O verdadeiro fruto é a conhecida castanha-de-caju que pode atingir até 2 cm de comprimento.
Os frutos amadurecem de setembro a janeiro.

domingo, 13 de maio de 2012

Araça

Nome científico: Psidium cattleyanum Sabine
Família: Myrtaceae
Utilização: Madeira para construção civil, cabo para ferramentas, lenha e carvão. Seus frutos são comestíveis e atrativos para fauna.
Época de coleta de sementes: Outubro a março.
Coleta de sementes: Diretamente do chão, após a queda do fruto maduro.
Fruto: Vermelho carnoso.
Flor: Branca.
Crescimento da muda: Médio.
Germinação: Normal.
Plantio: Mata ciliar, área aberta, solo degradado.

 

Ocorrência

Bahia até o Rio Grande doSul, na mata pluvial atlântica e na mata de altitude, ocorre principalmente nas restingas litorâneas situadas em terrenos úmidos e nas capoeiras de várzeas úmidas. Não ocorre no interior de floresta primária sombria. Ocorre também, porém de maneira mais esparsa, nos campos sujos e capoeiras úmidas de região de altitude.
A maioria das pessoas considera o fator estético como principal no plantio de uma árvore, mas as árvores, além de proporcionarem o embelezamento da propriedade, trazem conforto ambiental, com a diminuição da incidência de luz e calor no verão, protegem as nascentes e rios, abrigam e alimentam a fauna.
Espécies como o Araçá vermelho (Psidium cattleyanum Sabine), apresentam ainda, grande potencial para exploração econômica, por conta das características dos seus frutos. Os frutos são bem aceitos para consumo "in natura" ou então, industrializados, na forma de doces em pasta, cristalizados ou geléias. Tudo isso pelo teor de vitamina C, proporcionalmente quatro vezes maior que os frutos cítricos. Outra forma de aproveitamento desses frutos é a elaboração de sucos.
Apesar de terem todo esse potencial como fonte nutricional e matéria-prima para a agroindústria de alimentos, poucos são os dados sobre o seu cultivo, produção e utilização.
O araçazeiro é uma Myrtaceae encontrada em estado silvestre no Brasil, da Bahia até o Rio Grande do Sul. O seu nome vem do tupi guarani e significa “fruto que tem olhos” em alusão as sépalas que dão a aparência de olho no fruto.
O óleo extraído de suas folhas é utilizado na medicina tradicional como antidiarreico e muitas vezes é também utilizado como antibiótico, por apresentar forte atividade contra bactérias. Relatos da comunidade falam também de propriedades anti-hemorrágicas.
O araçá tem baixa susceptibilidade a doenças e pragas, com exceção à mosca da fruta. É um componente indispensável em sistemas agroflorestais, sejam eles destinados à recomposição de áreas degradadas ou para fins econômicos.
Na recomposição de áreas de preservação permanente ele tem uma função especial, pelo fato de ter crescimento rápido e de atrair a fauna.

Amora

Nome científico: Morus
Origem: Ásia
A planta que será abordada aqui é a usada principalmente na alimentação do bicho-da-seda. Trata-se de uma planta perene de rápido crescimento que pode atingir até 12 metros de altura, se mantida naturalmente sem nenhuma poda. As folhas são cordiformes, inteiras ou lobuladas, bordas serrilhadas, sem espinhos e de cor esverdeada. As flores são pequenas e de cor branco-amarelada.
Os frutos são alongados de coloração esbranquiçada a esverdeada no início da sua formação e depois fica rosada e finalmente quase preta, quando maduros. O que chamamos de fruto, é um agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma massa. Normalmente, os frutos não têm sementes e quando bem maduros são doces, bem suculentos e de cor roxa.
As condições favoráveis ao desenvolvimento vegetativo são: clima ameno a quente, boa disponibilidade de água e se adapta bem em qualquer tipo de solo, mas são recomendados solos profundos, férteis e ricos em matéria orgânica para melhor desenvolvimento das plantas.
No período mais frio do ano, as folhas mais velhas ficam amareladas e caem. A propagação é feita através de estacas, obtidas de ramos das plantas, no período mais quente e chuvoso do ano.

 

Utilidade

As folhas são imprescindíveis na alimentação de lagartas do bicho-da-seda. A amoreira branca é a preferida na criação do bicho-da-seda, enquanto que a preta, para consumo humano, pelo sabor mais pronunciado e mais volumoso.
Os frutos maduros podem ser consumidos ao natural ou usados no preparo de sucos, sorvetes, geléias, compotas, doces, vinhos, licores, xaropes e vinagres. Os frutos maduros são ricos em água, açúcar e vitamina C.

Akee

Nome científico: Blighia sapida Koenig
O interessante desta fruta é que é tóxica, principalmente quando imatura. Só o arilo, porção esbranquiçada na base da semente, pode ser consumido ao natural e também cozido quando o fruto está maduro, isto é, quando se abre. A parte comestível é oleosa e tem sabor de noz. As sementes não são comestíveis.

Ameixa

A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. Consumida em excesso, pode irritar os rins. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Por causa de sua alta taxa de Fósforo, a ameixa é indicada em casos de fraqueza geral, principalmente quando há debilidade cerebral.
A ameixa seca, e portanto concentrada, é indicada para pessoas que desenvolvem trabalhos musculares, porque é altamente energética, fornecendo grande quantidade de calorias. E a fruta fresca é ideal no combate a hemorróidas.
Para combater a prisão de ventre, coloca-se ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Logo na manhã seguinte tanto as ameixas como essa água devem ser ingeridas em jejum. Esse tratamento deve ser repetido por vários dias.
Seu período de safra vai de dezembro a fevereiro.
A ameixa fresca fornece, em cada 100 gramas, 47 calorias, conservando-se na geladeira por uma semana.

Uva

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Vitales
Família: Vitaceae
Gênero: Vitis
 A árvore que produz este fruto chama-se videira, também conhecida como parreira.  Possui um formato arredondado, podendo ser, de acordo com a espécie, da cor preta, rosada ou verde.  Existem diversas espécies de uva, porém as mais conhecidas no Brasil são: uva itália, niagara, branca e rosada.  É uma fruta rica em sais minerais, tais como: cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio e potássio. Possui também, em quantidade razoável, vitaminas (complexo B e vitamina C).  Não é muito calórica, pois 100 gramas de uva possui, aproximadamente, 50 calorias.  É muito utilizada para a fabricação de sucos, doces, vinhos e geléias.  O sabor da uva varia muito de acordo com o tipo de solo, podendo ser doce, cítrico ou ácido.  É uma fruta típica da região asiática, sendo que o plantio foi introduzido no Brasil na época da colonização portuguesa (século XVI).

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